Atividade Física regular previne o AVC

Segundo um estudo publicado em dezembro de 2016 na revista Neurology, ao analisar mais de 900 pessoas que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC), uma equipe médica identificou danos menos severos naqueles que praticavam exercícios com mais frequência.

Para determinar a atividade física como remediador, foi perguntado aos participantes o quanto eles se movimentavam ou se exercitavam nos momentos de lazer antes de terem sido acometidos pelos AVC, a duração e intensidade do exercício serviram para determinar a quantidade média de atividades físicas praticadas (os familiares dos participantes confirmavam se os níveis de exercício informados estavam corretos).

A Academia Brasileira de Neurologia (ABN) estima que 90% dos acidentes vasculares cerebrais podem ser evitados com medidas como a adoção de hábitos mais saudáveis. A complicação é considerada um dos maiores problemas de saúde pública no país, respondendo por 10% das mortes da população adulta e por 10% das internações no Sistema Único de Saúde (SUS).

O AVC acontece quando há uma obstrução em um dos vasos sanguíneos presentes no cérebro. Quando isso ocorre, a parte do cérebro atingida começa a ser destruída. Além do histórico familiar, existem outros fatores que influenciam para que o indivíduo sofra um AVC, como a regulação da hipertensão, diabetes, colesterol elevado, excesso de peso, fumo e sedentarismo. No entanto, a prática regular de atividades físicas leves e moderadas é o suficiente para prevenir esse mal.

Existem dois tipos: o AVC Isquêmico que ocorre quando uma artéria do pescoço ou do cérebro se obstrui por um pequeno trombo (coágulo) ou placa de gordura, provocando a total falta de irrigação de sangue no cérebro e o AVC Hemorrágico causado quando uma artéria se rompe no lugar onde sua capa está mais fina (suas paredes são mais fracas) ou onde exista uma dilatação local (como se fosse uma bolha fina, conhecida como aneurisma). Este último, inclusive, pode ocorrer em jovens e até em esportistas regulares.

Quem pratica exercícios regulares evita o tabagismo, melhora o controle do diabete e da hipertensão arterial, dos níveis elevados de triglicérides, provoca elevação do colesterol bom (HDL), contorna a obesidade e melhora o humor. Em contraponto, os pesquisadores identificaram que os voluntários que tinham uma rotina não sedentária antes do derrame apresentaram duas vezes mais chances de serem acometidos por um AVC leve, se comparados aos fisicamente inativos.

“Se praticada de forma correta e orientada por um profissional de Educação Física formado e registrado no CREF, os exercícios reduzem a gordura corporal e aumentam a massa muscular, além de diminuírem os níveis de açúcar no sangue e a melhora na capacidade pulmonar, aumentando o aproveitamento do consumo de oxigênio. A prática regular de exercícios físicos, 30 minutos por dia, pode ajudar a prevenir o AVC ”, avalia o profissional de Educação Física Flávio Leal.