Como o exercício físico afeta a imunidade

Os estudos mais recentes sugerem que mesmo um único treino pode ampliar e melhorar nossa capacidade de combater os germes. Outras pesquisas também indicam que os tipos e a quantidade de exercícios podem influenciar como o exercício afeta as nossas respostas imunes.

Em experimentos usando testes de laboratório de maratonistas após corridas, poucos provaram ter infecções respiratórias reais. Em vez disso, a maioria havia desenvolvido irritações das vias aéreas ou outras condições não infecciosas. Os estudos de acompanhamento estabeleceram que os corredores de maratona e outros atletas competitivos de resistência tendiam, de fato, a relatar poucos dias de doença anuais, indicando que seu sistema imunológico não era sobrecarregado pelo exercício, mas reforçado.

Desde então, uma grande quantidade de pesquisas em pessoas e animais reforçou essa ideia. Uma série de experimentos de 2005 com ratos, por exemplo, mostrou que, se os roedores se movimentavam suavemente por cerca de 30 minutos por dia durante várias semanas, era muito mais provável que sobrevivessem a uma forma virulenta de influenza de roedor do que animais não treinados. Ao mesmo tempo, no entanto, algumas pesquisas sugerem que um único exercício extenuante pode diminuir temporariamente nossas respostas imunológicas logo depois, colocando-nos em risco aumentado de infecção após o exercício.

Mas, mais uma vez, experimentos sofisticados subsequentes ofereceram uma explicação diferente. Em experiências notáveis com roedores, os cientistas marcaram algumas de suas células imunológicas com corante fosforescente e as fizeram correr até a exaustão. Posteriormente, os cientistas observaram que os níveis de células brilhantes em suas correntes sanguíneas dispararam e depois despencaram, como esperado.

Mas eles também descobriram que poucas dessas células haviam morrido; em vez disso, viajaram para os pulmões e outras partes do corpo dos animais potencialmente mais vulneráveis durante o exercício. Após algumas horas, a maioria das células retornou à corrente sanguínea, estabilizando os níveis de células imunes no local e sugerindo que sua vigilância imunológica havia se reorientado, mas não diminuído.

Da mesma forma, em um estudo publicado no ano passado, comparado com camundongos sedentários, animais aptos e treinados para exercícios que foram injetados com germes após uma corrida extenuante combateram melhor a infecção. Sendo assim, com base na ciência, fica claro a extrema importância da prática de atividade física para o sistema imunológico, mas é importante ficar atento a algumas recomendações antes de iniciar o exercício.

Se você está sedentário, agora pode não ser o momento ideal para iniciar uma nova rotina de exercícios extremamente ambiciosa e cansativa. Nos estudos de 2005, com camundongos e influenza, um grupo separado de animais que correram extenuadamente por semanas desenvolveram sintomas um pouco mais graves e duradouros do que os ratos que correram moderadamente antes de suas infecções, embora as diferenças fossem pequenas.

“Neste momento, a nossa recomendação é que as pessoas continuem praticando atividade física com intensidade moderada em suas casas sob a orientação de um profissional de Educação Física que sabe a dose e a forma correta de praticar o exercício”, disse o vice-presidente do CREF1, prof. André Fernandes.

Neste período de quarentena, inúmeros profissionais de Educação Física registrados estão oferecendo consultorias online através de aplicativos de mensagens e redes sociais. Prof André Fernandes alerta para os cuidados necessários nesse período.

“Aqui fica o nosso alerta para os oportunistas e falsos profissionais que estão aproveitando o momento atual da quarentena para fazer sucesso nessas redes”. Ao procurar um profissional de Educação Física certifique -se que o mesmo tem o registro profissional no CREF pois assim você terá a garantia de segurança e resultados no seu exercício.

Com informações do NYTimes