Exercício físico pode reverter dano causado pelo Alzheimer

A irisina, produzida pelos músculos durante exercício físico, teve efeito positivo contra a doença em camundongos.

Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiram estabelecer uma relação entre os níveis de irisina, um hormônio produzido pelo corpo durante exercícios físicos, e um possível tratamento para a perda de memória causada pela doença de Alzheimer. O estudo, feito em parceria com outras universidades e institutos, foi publicado nesta segunda (7) na revista “Nature Medicine”.

Os testes foram feitos em camundongos com a doença, que produziam o hormônio ao fazer exercícios ou recebiam doses dele. Os autores explicam que três novidades foram descobertas:

1. Existem baixos níveis de irisina no cérebro de pacientes afetados pelo Alzheimer. Essa mesma deficiência foi vista nos camundongos que foram usados como modelo no estudo.

2. A reposição dos níveis de irisina no cérebro, inclusive por meio de exercícios físicos, foi capaz de reverter a perda de memória dos camundongos afetados pelo Alzheimer.

3. A irisina é o que regula os efeitos positivos do exercício físico na memória dos camundongos.

>>Leia a reportagem completa produzida pelo G1 sobre o tema

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa causada pela morte progressiva de células do cérebro, prejudicando funções como memória, atenção, orientação e linguagem. A doença não tem cura.

Fonte: G1