Impacto do exercício físico em cardíacos

Segundo estudo publicado por pesquisadores da Universidade de Stanford, a probabilidade de ter problema cardíaco é menor se a pessoa estiver em boa forma física. Essas são as descobertas da maior pesquisa realizada até agora acerca das associações entre exercício, capacidade física e genética cardíaca. Os resultados também indicam que, apesar da herança genética, o indivíduo pode se beneficiar ao se movimentar mais.

Para o novo documento, os estudiosos decidiram se concentrar especificamente no papel da boa forma física. Como queriam incluir um grupo amplo e variado de pessoas no estudo, recorreram aos dados coletados no Reino Unido pelo U.K. Biobank, que armazenava informações de saúde sobre mais de 500 mil homens e mulheres com idades entre 40 e 69 anos quando a pesquisa teve início em 2006.

Todos os participantes deram amostras de sangue e saliva para exame genético, preencheram questionários complexos sobre exercícios e outros hábitos de saúde e, em alguns casos, suaram numa bicicleta ergométrica ou esteira, para depois utilizar um aparelho que quantificou a capacidade aeróbica e a força muscular. Alguns também utilizaram monitores de atividade durante uma semana para rastrear objetivamente o quanto se movimentavam.

Os pesquisadores se concentraram nos 482.702 homens e mulheres do estudo que não tinham doença cardíaca no começo, examinando geneticamente suas amostras de tecido, em busca de vários fragmentos de genes conhecidos por aumentar o risco cardíaco. Eles também os classificaram em três grupos, baseados em sua força e capacidade física.

A seguir, verificaram se alguns deles desenvolveram doença cardíaca nos seis anos seguintes. Muitos passaram a ter o problema, segundo as fichas médicas, principalmente se tivessem alguma das variantes genéticas associadas a doenças cardíacas.

Os dados mostraram que o condicionamento físico mudou bastante o cálculo. Os cientistas concluíram que homens e mulheres com a melhor capacidade aeróbica reduziram pela metade a probabilidade estatística de ter doença cardíaca, por mais problemático que fosse o perfil genético.  As pessoas no grupo de melhor capacidade física realizavam atividades moderadas, como caminhar, segundo os questionários de atividade.

com informações da Gazeta do Povo.
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