Oito em cada nove influenciadores dão conselhos ruins

Pesquisadores da Universidade de Glasgow, na Escócia, afirmaram que apenas uma a cada nove celebridades digitais que se vendem como exemplo fitness dão conselhos realmente corretos. O resultado da pesquisa levanta o alerta para àqueles que buscam essas personalidades para perder peso e obter uma vida mais saudável.  O estudo foi centrado em influenciadores britânicos que dão conselhos sobre dietas e condicionamento físico.

Os pesquisadores estudaram as figuras digitais mais populares do país, com base naqueles que tinham mais de 80 mil seguidores em pelo menos uma rede social, examinando se as alegações de saúde e de dieta feitas pelos influenciadores eram transparentes, confiáveis, nutricionalmente sólidas e incluíam referências baseadas em evidências. O estudo também analisou as últimas dez receitas de refeição de cada perfil para verificar o conteúdo de energia, carboidratos, proteína, gordura saturada, fibras, açúcar e sal.

As descobertas – apresentadas no Congresso Europeu sobre Obesidade deste ano em Glasgow – mostraram que a maioria das celebridades da internet falharam em áreas fundamentais. As análises mostram que os mesmos faziam sugestões baseadas na opinião pessoal, e não em evidências. Com isso, os autores concluíram que os canais na internet não são recursos confiáveis para o controle de peso.

O vice-presidente do Conselho Regional de Educação Física (CREF1), prof. André Fernandes, lembra que não há treino genérico que sirva para todas as pessoas, já que cada corpo tem sua individualidade biológica, evoluindo de maneira diferente ao longo do programa de exercícios.

Entre os indícios de fraude estão promessas de benefícios milagrosos e rápidos, valores muito baratos e falta de conhecimento para tirar dúvidas. Os usuários devem verificar se o dono da página tem formação profissional através dos canais de denúncia dos conselhos. Contratar um leigo, avisa Fernandes, pode causar sérios danos à saúde e até matar.