A Educação Física que acolhe, reabilita e promove a inclusão social

A história do carioca Eude Bernardes Silveira, 74, morador do Pechincha, com a Educação Física começou em 1991, antes mesmo de sua regulamentação. Presente na Caravana da Cédula Digital da Praça Seca, promovida em setembro, para fazer a sua renovação de cédula, ele conta que a profissão foi a sua segunda opção de formação, mas que não se arrepende em nada pela escolha.  “Sou militar do exército e ao ir para a reserva resolvi fazer faculdade. Como eu era topógrafo e trabalhava com esporte, havia duas carreiras a seguir: Geografia ou Educação Física. Acabei escolhendo a segunda opção”, relembra.

O profissional entende que a Educação Física assume múltiplas funções na sociedade. “Ela atua na linha de frente na manutenção do corpo humano, ajuda a prevenir doenças, é um eficaz agente de socialização e transforma a realidade de diversas pessoas em situação de vulnerabilidade e exclusão social”.

Atualmente, o profissional trabalha na Ong Graco (Grupo de resgate a autoestima e a cidadania do obeso), o que lhe proporcionou uma mudança de pensamento em relação à obesidade. O grupo nasceu da iniciativa de Rosimere Lima da Silva, ex-portadora de obesidade mórbida e presidente da organização, que tem como objetivo promover a autoestima, a inclusão social e profissional destas pessoas, o acesso à saúde, a reeducação alimentar, o monitoramento da saúde física e psicológica de obesos mórbidos e seus familiares e participar do desenvolvimento de pesquisas na área de obesidade.

Para ele, há uma maior consciência sobre a gravidade da situação e as pessoas acima do peso passaram a ser tratadas de uma maneira diferenciada. “Trata-se de uma doença incurável, porém controlável, mesmo após a cirurgia bariátrica”, avalia. Além do trabalho na ONG, Eude é massoterapeuta domiciliar. Ele fez estágio no Departamento de Reabilitação Geral do Hospital das Clínicas, onde teve contato com profissionais multidisciplinares que lhe deram noções de massagem e o incentivaram a seguir a carreira.

Antes de trabalhar em projeto social, Prof. Eude já atuou com Educação Física Escolar e Futebol, além de atender grupos especiais (idosos, obesos, cardíacos e outras deficiências) por 10 anos, de 2001 a 2011. Este último que ainda figura como um sonho de trabalho. “Meu sonho é montar um espaço para atividade física e massoterapia para atender idosos, Pessoas com Deficiência (PCD), obesos, pessoas que se beneficiariam da massoterapia, que ajuda a aliviar as dores”, concluiu.